Compositor Residente 2020

César Viana

Compositor, flautista, director de orquestra e musicólogo. Os seus professores de composição foram Christopher Bochmann e Constança Capdeville, na Escola Superior de Música de Lisboa. É também diplomado em Flauta de Bisel (Conservatório Nacional) e Ciências Musicais (FCSH) e concluíu o mestrado em composição no Centro Superior Katarina Gurska, em Madrid.
Entre os intérpretes de sua música estão, entre muitos outros, Diemut Poppen, Lena Neudauer, Teimuraz Janikashvili, Pavel Gomziakov, Daniel Garlitsky, Natalia Tchitch, Tatiana Samouil, Lev Vinocour, Cecilia Bercovich, Quarteto São Roque, Liviu Scripcaru, Carlos Marín Rayo, Ensemble João Roiz, Filipe Pinto-Ribeiro, Adrian Florescu, Gerardo Gramajo, Luís Cunha, Luís Andrade, Daniel Schvetz, Bertrand Raoulx, Carlo Colombo, Trio 1900… Tem composto extensivamente para dança, sendo de destacar as suas colaborações com os coreógrafos Benvindo Fonseca e Nélia Pinheiro.

Como director de orquestra, gravou para EMI classics, BMG, Philips, RCA, Strauss, etc. Foi director convidado de Radio-Philarmonie Hannover (NDR), RIAS Big Band Berlin, Metropolitana de Lisboa, Filarmonia das Beiras, Clássica da Madeira, Francisco Lacerda (Açores), etc.

Como instrumentista, Cesar Viana colaborou com músicos como Mika Suihkonen, Miguel Jalôto, Lina Tur Bonet, Aldo Mata, Cristiano Holtz, Maria João Pires, Annemieke Cantor, Lev Vinocour, António Carrilho, Hugo Naessens, etc. Também com os grupos Sinfoniab, Birundum, Cobras e Son e Vozes Alfonsinas. A sua atenção vai da música medieval à contemporânea, do shakuhachi japonês à gaita de foles mirandesa, da música barroca à sefardita e ao jazz … Todos estes elementos são parte da sua vida musical quotidiana e têm uma importância decisiva nas suas composições.

Desde 2002 que o shakuhachi (flauta de bambu japonesa) ocupa um lugar central na sua práctica musical, sendo discípulo do mestre Keisuke Zenyoji. Tocando shakuhachi, colaborou com o lendário Ko Murobushi na criação do espectáculo Geshi, tocou os solos de shakuhachi do Requiem de Karl Jenkins no Auditorio Nacional de Madrid, realizou com Alessandra Rombolá a estreia de Over Time, de Doina Rotaru, criou o espectáculo Ubume com a coreógrafa Luz Arcas, e foi finalista do Hogaku World Shakuhachi Competition 2018.

César Viana foi diretor artístico dos ensembles Sinfonia B e Cobras e Son, do Festival de Música Antiga de Sesimbra, bem como do Centro de Artes e Estudos de Belgais, fundado por Maria João Pires. Foi diretor artístico e maestro titular da orquestra de cordas Concerto Moderno. Teve responsabilidades de direção e coordenação na Fundación Caja Duero (Salamanca) e na Orquestra Metropolitana de Lisboa. Foi membro do Conselho de Administração do OPART, entidade administradora do Teatro Nacional de São Carlos e da Companhia Nacional de Bailado.
Radicado em Espanha desde 2012, actualmente é professor nos cursos de licenciatura e mestrado do Centro Superior Katarina Gurska, em Madrid. Além da sua actividade académica nesta instituição, é também o director do Grupo de Música Contemporânea e da Big Band do CSKG. Também em Madrid, integra o grupo de música antiga Entrebescant e o duo Zuihitsu (música contemporânea para shakuhachi e piano), com a pianista Hortensia Hierro.